CAIANAS no CONSEA e no 13º CBA

Publicado em 29/10/2025

O mês de outubro de 2025, para a Caianas, foi marcado por dois grandes momentos, para além das ações na Terra Indígena Cachoeirinha.

O primeiro momento foi entre os dias 06 e 08/10, quando o nosso Conselheiro Leosmar Terena esteve no Palácio do Planalto participando da 3ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). A pauta principal do encontro foi o financiamento da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).

Na ocasião, Leosmar recebeu a missão de Coordenar a Comissão Permanente Povos Indígenas do Consea. Para a Organização CAIANAS, esse momento é um grande avanço nas ações de incidência nas políticas públicas em nível de Brasil. A chegada da Organização CAIANAS no Consea se deu por meio de chamamento público para Organizações da Sociedade Civil, no âmbito do edital de Seleção nº 01/2024/CONSEA.

“É um momento de avançar na melhoria da qualidade dos alimentos e combater os ultraprocessados com políticas públicas estruturantes de garantia de direitos territoriais, de fortalecimento da agroecologia, de adaptação às mudanças climáticas e de segurança hídrica”, pontua Leosmar Terena, nosso Conselheiro.

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O segundo momento foi entre 15 e 18 de outubro no XIII Congresso Brasileiro de Agroecologia. Nossos membros e assessores estiveram presentes no Barracão dos Povos Indígenas “Elisa Pankararu”, espaço esse organizado pelo GT de Povos Indígenas da Articulação Nacional de Agroecologia que a Caianas tem ajudado a estruturar nos últimos anos.

No Barracão, nossa presença foi marcada por apresentar ações na mesa de Mudanças Climáticas e Povos Indígenas. Pontuamos como as iniciativas da Caianas são enfrentamentos diretos às mudanças climáticas, a partir de uma visão sistêmica e diálogos intergeracionais.

Para Diellen, do Povo Kinikinau e acadêmica do Curso de Bacharelado em Agroecologia Povos do Pantanal, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, estar no CBA é um momento de trocar saberes e fortalecer a Agroecologia. “CBA é um grande encontro, é um momento de pensar a Agroecologia como fortalecimento das lutas pelos direitos territoriais dos diversos povos presentes” pontua Diellen Kinikinau.

Para Valéria Barbosa, assessora Técnica da Caianas, foi um momento de muito aprendizado e trocas, “foi um espaço para trocar saberes e socializar iniciativas de acesso às políticas públicas nos territórios indígenas de todo o país e para refletir como as mesmas têm chegado nas Aldeias e bases”, enfatiza a assessora da Caianas.

No final, a Carta dos Povos Indígenas no 13° Congresso Brasileiro de Agroecologia – CBA convoca os movimentos agroecológicos a fortalecerem a luta indígena. Uma luta que é pela vida e pela defesa dos nossos territórios e corpos-territórios, diante do cenário de violação de direitos territoriais, como, por exemplo, na região do Conesul do estado de Mato Grosso do Sul com os Guarani Kaiowá e no sul da Bahia com os Pataxós.

Nossos saberes se tornam Ciências para a sociedade não indígena, seguiremos juntos na luta de construção de uma Agroecologia com Justiça Social.

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Terra Indígena Cachoeirinha

Miranda, Mato Grosso do Sul, Brasil