Publicado em 18/01/2025
Entre 13 e 17/01/2025, a FUNAI/CR-CGR realizou a etapa sul-mato-grossense do projeto “BRA 13/19 Mulheres Indígenas Bioma Pantanal”, cujo principal objetivo é a produção de documento com registro de conhecimentos e produção de metodologia de oficina sobre mudanças climáticas, gestão ambiental e territorial na perspectiva das mulheres indígenas.
Para a realização dessa atividade, a Coordenação Regional de Campo Grande da FUNAI convidou a coordenadora do Conselho de Mulheres Terena, Daniele Lourenço, o DSEI-MS e a Organização CAIANAS, a partir da participação da assessora técnica Gilmara, em função da estreita relação que esta última possui com as organizações indígenas femininas e do conhecimento sobre as especificidades das comunidades. A ação contou com o trabalho da consultora Graziella Sant’Ana, no âmbito do “Edital BRA Mulheres Indígenas – Bioma Pantanal/2024 do PNUD”.
As atividades foram nas TIs do Bioma Pantanal, que são Taunay-Ipegue, Cachoeirinha e Kadiwéu, e participaram da escuta mulheres dos povos Terena, Kinikinau e Kadiwéu. Foi uma agenda exclusiva para ouvir mulheres indígenas, sem interferência masculina e conduzida por mulheres. Nesse sentido, foi possível criar um ambiente seguro e acolhedor para a escuta das mulheres à respeito do enfrentamento às mudanças climáticas e compreender como estão conduzindo dentro das aldeias processos importantes de produção e comercialização de alimentos e artesanato, além da proteção territorial.
No âmbito de atuação da FUNAI/CR-CGR, é inédito essa ação e até abril/2025 será apresentado um dossiê sobre as práticas e os enfrentamentos acionados e forjados por mulheres indígenas diante das mudanças climáticas.
Destacamos que tais informações são de suma importância para que todas as instituições e organizações indígenas executem suas ações de forma eficiente, principalmente no que se refere à proteção territorial e à promoção da Saúde Ambiental nos territórios. A partir da conclusão do dossiê e da apresentação das propostas de oficinas, será possível realizar ações de enfrentamento às mudanças climáticas construídas dentro dos territórios a partir da perspectiva das mulheres indígenas, com parceiros importantes que atuam no governo e além dele.