Publicado em 01/07/2026
Os povos indígenas, ao longo dos anos, têm construído estratégias sólidas para o enfrentamento dos desafios sociais, econômicos e ambientais vividos pela humanidade. Para debater esse contexto, de 20 a 22 de novembro de 2026, será realizado o 2° Encontro Nacional de Agroecologia Indígena, na Terra Indígena Cachoeirinha, situada no Pantanal Sul-Mato-grossense.
O encontro é uma iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) Povos Indígenas da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Organização Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade (CAIANAS), Associação Indígena Âtawo, Conselho Indígena Tremembé de Itapipoca (CITI) e do Curso de Agroecologia Bacharelado Intercultural para Povos do Pantanal da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, campus de Aquidauana.
Conta com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil (FBB).
O 2° ENAI tem como principais parceiros a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e Governo Federal.
O encontro reunirá aproximadamente 200 indígenas de diversos povos e biomas do país, entre técnicos agrícolas, agroecólogos, agricultores indígenas, lideranças espirituais, jovens, mulheres, instituições socioambientais e socioprodutivas. A ideia é que o encontro seja um espaço para a união e o intercâmbio de experiências baseadas no pensamento indígena sobre manejo territorial e práticas agroecológicas.
O objetivo do evento é valorizar os conhecimentos milenares dos povos indígenas que formam a base da agroecologia reconhecida pelos não indígenas, e destacar a importância dessas práticas ecológicas e de autodeterminação.
Diante da emergência climática global, este encontro também visa estabelecer um marco significativo para o fortalecimento das agriculturas, economias, modos de ver e viver e da segurança alimentar e nutricional. Neste sentido, é essencial discutir a agroecologia indígena como uma estratégia fundamental para o combate à insegurança alimentar e para enfrentar as crises sociais, ambientais e econômicas que afetam populações no país.
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